Alternativa para composteira doméstica, em ferrocimento

Alternativa para composteira doméstica, em ferrocimento

Feita em ferrocimento, esta composteira oferece vantagens, especialmente para o meio urbano.

Desde 2002 a Casa dos Hólons experimentou diversas técnicas de compostagem. Como era uma espaço residencial e institucional, recebendo diversos visitantes semanalmente, a produção de resíduos orgânicos era alta, às vezes mais de 5kg por dia. Por este volume, sempre a composteira teve como base a divisão em leiras.

Neste tipo de composteira, se a primeira leira estivesse recebendo o composto da cozinha, a segunda já tinha composto pronto e a terceira descansava com o conteúdo recém preenchido. Usavam-se camadas de alimentos frescos, com folhas secas e serragem, formando uma “lasanha”. O processamento do composto, de resíduos para adubo, levava cerca de 15 dias. A compostagem podia ser mais rápida, dependendo do volume de minhocas no espaço. Os restos eram coletados na cozinha, em baldes de gelo que ficavam sempre na pia, próximo de onde os alimentos eram cortados.

Como todo processo de experimentação, muito erros ocorreram. Animais urbanos e insetos eram atraídos pelos restos de alimentos. Passamos a usar, então, o sistema de minhocaixa,  ideal para casas na cidade. Em paralelo, continuou-se a apostar no espaço original de compostagem da Casa, que ficava no fundo do imóvel. O volume pedia mais de um sistema, bem como era interessante como experimento.

Por isso chegamos a este modelo em ferrocimento, que apresenta diversas funcionalidades perfeitas para o espaço. O ambiente era fechado para os insetos e animais urbanos, o espaço de cada leira bastante considerável e ainda podia-se coletar o chorume do composto.

O sistema funcionou de 2009 a 2015, sem gerar nenhum problema. O biofertilizante coletado era misturado em água e usado nas plantações.

  • Antiga composteira, quando tinha galinhas
  • Antiga composteira, quando tinha galinhas
  • Composteira em leiras da Casa dos Hólons
  • Panorâmica da composteira em leiras
  • Composteira em ferrocimento da casa dos Hólons
  • Composto da Casa dos Hólons
  • Composteira em ferrocimento da casa dos Hólons
  • Minhocário da Casa dos Hólons

QUANDO TINHA BANHEIRO SECO
Também dentro do espaço de compostagem havia uma antiga banheira de metal, que encontramos no lixo, onde funcionava o criadouro de minhocas vermelhas, ou também conhecidas como Californianas, ideais para compostagem. Ali era o terceiro estágio de tratamento dos compostos do banheiro seco.

Após passar por um processo longo de aquecimento nos próprios tonéis coletores, de aproximadamente 12 meses, expostos à luz do sol, para eliminar todo os agentes patógenos, o material ia para o minhocário. Por isso este ambiente era muito rico em minhocas!

Clique para baixar um estudo de alunos do SENAC sobre a qualidade do composto do banheiro seco da Casa!

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Saiba mais sobre jardinagem urbana e plantios coletivos, nesta playlist especial sobre o tema, de Minutos da Sustentabilidade!