Como fazer uma cobertura em ferrocimento

Como fazer uma cobertura em ferrocimento

Da costura dos ferros ao reboco, acompanhe o passo a passo desta técnica!

A investigação em bioconstrução do coordenador da Casa dos Hólons, Tomaz Ahau, sempre foi pontuada pelo reuso de materiais, mas também pela busca em sair das formas quadradas e produzir estruturas mais orgânicas, inclusive no formato. Por isso muita gente sentia-se num “Castelo Rá-Tim-Bum”, quando visitava o imóvel. A arquitetura em geral, era acolhedora e pacífica, integrada com a natureza ao redor. Diversas técnicas eram utilizadas ali no Laboratório, uma delas foi o ferrocimento.

No vídeo abaixo mostramos o processo de construção da cobertura da cozinha externa com esta técnica. Neste caso, um uso mais artístico, mas o ferrocimento pode ser especialmente útil para a construção de cisternas, pois reduz os custos e apresenta durabilidade semelhante a outros materiais mais caros.

FACILIDADE E ECONOMIA
O ferrocimento artesanal é muito indicado para construções populares. Esta é a forma mais econômica de construir cisternas que armazenem água. Além do cimento ser um ótimo isolante, ele auxilia na purificação da água, então é bom para captação e armazenamento de água da chuva.

Para fazer coberturas e telhados, há uma adaptação brasileira da técnica, feita por professores da USP, que diminui os custos porque a estrutura é feita apenas com a tela de arame, sem necessidade de usar os vergalhões como no ferrocimento original. Já imaginou o quanto você pode economizar em telhas e madeira?

Além disso, fazê-lo é divertido. A parte de trançar os ferros é um pouco complicada. Inclusive, é fundamental o uso de luvas, pois os ferros e arames podem cortar. Mas na hora de aplicar o cimento, é muito gostoso, pois é possível usar as mãos (com luvas) para modelar a fina camada de concreto. Aí, deixando a criatividade levar, dá para fazer muita coisa diferente!

CASA DOS HÓLONS E JACUTINGA CENTRO CULTURAL

Em Minutos da Sustentabilidade, este trabalho da cozinha externa também é mostrado, bem como é possível conhecer o Jacutinga Centro Cultural. Este é um outro lugar onde Tomaz Ahau e sua companheira, Ludmila Bata, levaram ao extremo as experimentações com o ferrocimento. Confira!